01 janeiro 2008

Mergulho no "Dori"

"Gostei mais deste mergulho do que do da véspera. A visibilidade também não era famosa, mas o cenário era bastante interessante. Este “dori” nada tinha a ver com os “nossos” dóris da pesca do bacalhau, era um ex Liberty-ship da War Shipping Administration dos Estados Unidos da América, com o nome inicial de Edwin L. Drake..."
"...foi interessante observar a enorme hélice, com duas pás viradas para o céu e, principalmente o “jogo de relevos” das vigias, das chaminés, das tubagens e o contraste que faziam com o azul da água e com a iluminação do sol ou dos focos dos
mergulhadores."

"Ainda tirei algumas fotografias apesar da suspensão, algumas “à boleia” do foco do Zé Tourais (...) e, mais uma vez, lá tive que “fazer subir” o mergulho. Fiquei mesmo furiosa!
Subimos.
19 metros, 50 minutos".

2 comentários:

LUIS MIGUEL CORREIA disse...

Curioso o seu interesse pelos navios. Encontrei o seu livro há tempos em Oeiras, mas a sua leitura deu-me a sensação de que o CREOULA observa um ambiente de "granel" pouco consentâneo com um NTM operado pela Marinha de Guerra Portuguesa.
Em linguagem marinheira "Hélice" é um substantivo masculino, sugiro que diga "o hélice". É um erro muito frequente nas crónicas maritimas actuais. Cumprimentos e elicidades para o seu livro.

Teresa Maria Gamito disse...

Muito obrigada pelo seu interesse pelo meu livro e pelos votos de felicidades. Felizmente as vendas do livro estão a correr bem, tendo praticamente já recuperado o que investi na sua publicação. Espero que muito brevemente possa dar seguimento ao meu desejo de, com os lucros provenientes da sua venda, conseguir que alunos da Casa do Gaiato de Setúbal venham a experimentar um pouco do que é a vida no mar a bordo do Creoula.

Estranho porém que considere curioso o meu interesse por navios.
Desde quando uma pessoa que desconheço sabe quais são os meus interesses? Ou será que é daqueles que pensam que apenas os homens se podem interessar por navios?
Também estranho o seu comentário relativo a um hipotético "ambiente de granel". O Creoula é um navio operado pelo Ministério da Defesa, destinado a conferir "treino de mar" (e não treino militar) a civis. Na viagem que relato não descortinei qualquer ambiente de granel (que por sinal até existiu noutra viagem que nele fiz) mas sim um ambiente normal para pessoas que optaram por, nas suas férias, aprender alguma coisa sobre a "condução" de um grande veleiro em alto mar, ou apenas por participar no dia a dia da vida a bordo.
Quanto à hélice, a palavra de origem é um substantivo feminino que designa a forma geométrica onde se foi basear a forma de alguns propulsores de embarcações. Se em "linguagem marinheira" se diz no masculino presumo que isso se deva a um erro (provavelmente repetido com frequência) de marinheiros que em tempos idos não seriam muito conhecedores da gramática portuguesa. Note também que o livro não tem quaisquer pretensões a "manual de linguagem marinheira", tratando-se sim de um relato de uma viagem de férias, destinado a pessoas que procuram apenas entretenimento e não ampliar os seus conhecimentos de navegação.

Cumprimentos e obrigada pela "visita".